sábado, 27 de fevereiro de 2016

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A Música Brasileira no Teatro:
Deus lhe pague








Quando os caminhos de 
duas "doces pimentas" se cruzam... 
uma história de Elis Regina e Rita Lee.  


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A poesia da portuguesa Florbela Espanca 
na música de Fagner.

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Revirando o Baú do Mosca


Cem anos da gravação do primeiro samba.

"Pelo telefone", 
composição de Donga e Mauro de Almeida, 
foi o primeiro samba gravado em disco de vinil, em 1917.



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Re-Gravações

"Sob Medida"... 
Chico fez para elas... 
e canta e compõe como se fosse, elas!!!

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Meu texto


Não precisamos de ídolos,
precisamos de música pra cantar...
cadê os Festivais de Música ???


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Re-Gravações

A música de Jorge Vercillo, "Sensível demais", 
sucesso de Chrystian & Ralf nos anos de 1990, 
gravada por Maria Bethânia, pela cantora Nalanda, 
e agora, enfim, pelo seu próprio criador.

 Sensível demais.
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A Música Brasileira no Cinema

Angela Ro Ro e Alcione numa interpretação magnífica 
de "Joana Francesa", obra prima de Chico Buarque, 
e tema de filme homônimo.


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Revirando o Baú

Milton Nascimento e a canção "Morro Velho" 
no II Festival Internacional da Canção, em 1967... 
o começo de tudo.


 Milton Nascimento e Morro Velho
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Grupos musicais

O Teatro Mágico e sua canção "Nosso pequeno castelo"
... magia, alegria e irreverência.


 O Teatro Mágico
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E muito mais,

Roberto e Erasmo Carlos, Palavra Cantada, Beto Guedes e Zizi Possi, Ritchie...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A Música Brasileira no Teatro: "Deus lhe pague"





Há algum tempo já pensava em publicar este artigo, inspirado por uma amiga, professora de São José do Rio Preto-SP, que me enviou um vídeo do Youtube com a gravação da canção "Um novo dia", composição de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, e interpretada pelo sambista e ator carioca, Nadinho da Ilha, com um coro ao fundo. 






Esta canção faz parte de um álbum lançado em 1976, em vinil, com 12 canções, todas de autoria de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, compostas para integrar  uma super produção cênica-musical, da peça “Deus lhe pague”, de Joracy de Camargo, exibida no palco do Canecão, no Rio de Janeiro



Edu Lobo e Vinicius de Moraes




Esta versão do grande sucesso teatral "Deus lhe pague" foi produzida por Mário Prioli, sob a direção de Bibi Ferreira e tendo Walmor Chagas e Marília Pera à frente do elenco, além de Marco Nanini, Ronaldo Resedá, Neusa Borges, Nadinho da Ilha, entre outros.  





Este disco foi lançado pela gravadora EMI Odeon, e contou com as interpretações dos próprios atores da peça, Marília Pera, Walmor Chagas, Marco Nanini, Nadinho da Ilha, etc.



LETRA

"Um novo dia" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) 

Um novo dia vem nascendo
Um novo sol já vai raiar
Parece a vida, rompendo em luz
E que nos convida a amar

Oh, meu irmão, não desespera
Espera a luz acontecer
Para que a vida renasça em paz
Nesse novo amanhecer

Surgem as abelhas em zoeira a sugar o mel das flores gentis
Param as ovelhas pelo monte, a recordar os horizontes felizes
Vindo à distância cantam galos em longínquos intervalos de sons
Pombos revoando, vão uivando, vão passando nestes céus tão azuis

Ah, quanta cor e luz!

E o movimento vai crescendo
Vai aumentando em amplidão
Parece a vida pulsar no ar
O bater de um coração

Sobem pregões vindos da praça
Começa o povo a aparecer

Quem quer comprar neste novo dia
A alegria de viver?




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A peça teatral

"Deus lhe pague"








Esta versão musical de Deus lhe pague de 1976, com direção de Bibi Ferreira, sem dúvida, foi um musical ao qual a imprensa não deu grande importância, e o espetáculo acabou não recebendo a repercussão merecida, beirando ao fracasso, sem deixar a desejar em nada, em termos de qualidade da obra e dos artistas envolvidos.




Procópio Ferreira interpretando o mendigo de Deus lhe pague



Deus lhe pague, de Joracy de Camargo, é um clássico do nosso teatro e já foi levada ao público por diversos grupos cênicos. O certo é que esta versão ficou um pouco apagada e talvez por isso mesmo, o álbum nunca antes tenha sido relançado.


Em 1932, o jornalista, cronista, professor e dramaturgo carioca Joracy de Camargo escreveu a peça Deus lhe pague, representada pela primeira vez pelo ator Procópio Ferreira, no Teatro Boa Vista, em São Paulo, no dia 30 de dezembro do mesmo ano, pela Companhia Procópio Ferreira. Em 15 de junho de 1933 já era representada no Teatro Cassino Beira-Mar, no Rio de Janeiro. O sucesso foi instantâneo, e todas as companhias brasileiras passaram a ter Deus lhe pague em seus repertórios. 

Vertida para o castelhano, por José Siciliano e Roberto Talice, foi representada em Buenos Aires, simultaneamente, em quatro teatros. Em 1936, foi incluída no repertório das companhias de todos os países latino-americanos. Na Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, a peça foi adotada como livro auxiliar para os estudantes de língua portuguesa, tendo sido então representada, pelos alunos, não só naquela instituição como na Academia Militar de West-Point. Em 1935, Procópio Ferreira alcançou grande sucesso com as representações da peça em Lisboa; em 1947 foi representada em Madri e em todo o interior da Espanha, em tradução do marquês Juán Inácio Luca de Tena






Deus lhe pague, na interpretação de Procópio Ferreira se tornou o maior sucesso do teatro brasileiro na primeira metade do século XX e, primeira peça teatral brasileira encenada no exterior, alcançou prestígio internacional, sendo adaptada para o cinema na ArgentinaDeus lhe pague, foi representada mais de 14.000 vezes no Brasil.


Essa peça foi traduzida para muitos idiomas, inclusive o polonês, hebraico, iídiche e japonês, e constituiu, ainda, o maior sucesso de livraria da literatura teatral. Em vida do autor, alcançou, no Brasil, trinta edições, cinco em Portugal, três na Argentina, duas no Chile e nos Estados Unidos e uma em diversos outros países.


O ator Bemvindo Sequeira interpretando o mendigo, em montagem de Deus lhe pague,
 em ano de comemoração do centenário de nascimento de Procópio Ferreira, 1998.



Procópio Ferreira chama a Deus lhe pague de "a maior obra cultural do teatro brasileiro".






Joracy Schafflor Camargo ocupou entre 1967 e o ano de sua morte, 1973, a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.



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Nadinho da Ilha




Aguinaldo Caldeira, mais conhecido como Nadinho da Ilha, nasceu em 11 de junho de 1934 no Rio de Janeiro. Foi ator, compositor e cantor de samba brasileiro. Seu apelido era uma referência não à Ilha do Governador, como muitos imaginavam, mas à Ilha dos Velhacos, comunidade da Muda, na Tijuca.






Durante toda sua carreira, lançou cerca de 15 compactos simples, 20 duplos e quatro LPs, todos pela antiga EMI Odeon. Como ator, participou, entre outras peças, da primeira montagem da "Ópera do malandro", de Chico Buarque, de "Deus lhe pague", de Joracy Camargo; do humorístico “Cabaré do Barata”, com Agildo Ribeiro, na finada TV Manchete, do programa humorístico A Festa é Nossa e do especial Tem Criança no samba, ambos na TV Globo, e do filme “Loucuras cariocas”, de Carlos Imperial.






Seu estilo de cantar era bem humorado e alegre, e isso marcou sua carreira como um dos melhores sambistas de sua época. 

Faleceu em agosto de 2009, no Rio de Janeiro, depois de lutar contra um câncer agravado pela diabetes que o acompanhou nos últimos anos.



Ander Cleber, Aretha e Nadinho da Ilha no especial de TV Tem Criança no Samba, em 1984.
  


Outra canção desta versão musical para o teatro, de Deus lhe pague, que merece destaque, é a canção "Eu agradeço", também na interpretação de Nadinho da Ilha, acompanhado do ator Marco Nanini, da atriz e cantora Neuza Borges e côro. Esta canção também foi sucesso do grupo carioca Originais do samba.



A letra

"Eu agradeço" - Edu Lobo e Vinicius de Moraes

Eu agradeço 
Eu agradeço a você 
Muito obrigado por toda a beleza que você nos deu 
Sua presença, eu reconheço 
Foi a melhor recompensa 
Que a vida nos ofereceu 

Foi muito lindo 
Você ter vindo 
Sempre ajudando, sorrindo, dizendo 
Que não tem de quê 

Eu agradeço, eu agradeço 
Você ter me virado do avesso 
E ensinado a viver 
Eu reconheço que não tem preço 
Gente que gosta de gente assim feito você 



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quando os caminhos de duas "doces pimentas" se cruzam.


Apresentação em programa de TV em 1978, com Elis Regina e Rita Lee cantando juntas a canção "Doce Pimenta", composição de Rita e Roberto de Carvalho.



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Rita Lee, a roqueira



Em 1976, a nossa roqueira-mor Rita Lee, já com sua banda Tutti Frutti, reconhecida nacionalmente depois do sucesso de canções como "Ovelha Negra", "Fruto Proibido" e "Agora só falta você", e com 3 LPs lançados, conhece aquele que viria a ser seu parceiro musical e eterno namorado, o músico carioca Roberto de Carvalho... porém em agosto do mesmo ano, durante sua primeira gravidez e morando com Roberto, Rita foi presa por porte e uso de maconha. 


Na verdade, tal episódio, considerado um dos mais truculentos da história da ditadura militar, foi um ato do regime com a finalidade de “servir de exemplo à juventude da época”, já que a cantora havia alegado publicamente que tinha deixado de usar drogas por causa da gravidez e que o que foi encontrado na época seriam restos usados por amigos e frequentadores da casa.




Rita Lee em 1976.



Mesmo assim, Rita Lee foi condenada e ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especias do juiz para sair de casa e fazer shows. Abalada e sem dinheiro, foi neste período que compôs com Paulo Coelho a polêmica “Arrombou a Festa”, música que criticava o cenário da MPB da época. O single bateu recordes de venda, com 200 mil cópias vendidas. Com o namorado definitivamente incorporado à banda, Rita fica livre da prisão domiciliar e, mesmo grávida, sai em turnê com o baiano Gilberto Gil


O show, denominado Refestança, foi registrado em disco, mas, segundo a própria cantora, resgatou apenas 30% da atmosfera do show. 


Rita dá à luz seu primeiro filho, Beto Lee em 1977, seguido por João em 1979, e Antônio em 1981, todos filhos de Roberto de Carvalho.




A família Lee





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Visita na prisão


Elis Regina, Roberto de Carvalho e Rita Lee




Em muitos blogs e sites de música se fala deste episódio em que Rita Lee foi presa... mas o que muitos não sabem e que a própria Ritinha um dia revelou através de uma composição sua, é que a única pessoa que a visitou na cadeia em 1976, fora ninguém menos que Elis Regina


Rita revelou muitos anos depois da morte de Elis que na época dos Mutantes, "a Pimentinha", apelido de Elis Regina, não lhe dava bola, chegando até a fingir que não lhe via quando passava por ela nos corredores dos festivais e dos programas de TV, que a turma de Elis não curtia o som que os Mutantes faziam, e que ambas não se conheciam pessoalmente... porém quando "ela"(a Rita) foi presa, e ainda grávida, quem aparece para fazer-lhe uma visita, acompanhada de seu filho João Marcelo, criança ainda, exigindo ver a roqueira, ameaçando chamar a imprensa caso não deixassem, e após conseguir, ainda exigiu que se chamasse um médico para Rita Lee na prisão?... sabe-se que Elis pressionou tanto as autoridades da época, que a prisão da roqueira foi "relaxada" e Rita pode cumprir então a pena a que fora condenada em domicílio.


Elis Regina não pára por aí, ainda encomenda músicas para Rita Lee e torna-se sua amiga... conta Rita Lee, que "a Pimentinha" a chamava de Maria Rita, nome que viria dar a sua filha, que nasceria em 1977.



Em 1978, Rita Lee compõe com seu marido, Roberto de Carvalho, "Doce Pimenta", uma canção para Elis, e ambas cantam juntas esta canção em um especial para a TV neste mesmo ano.





A Letra

"Doce Pimenta" - Rita Lee e Roberto de Carvalho

Cada um vive como pode
E eu não nasci pra sofrer
Cara feia pra mim é fome
E eu não faço manha pra comer
A vida é como uma escola
E a morte é o vestibular
No inferno eu entro sem cola
Mas o céu eu vou ter que descolar
Mas quando alguém precisa de um carinho meu
Não há nada que me prenda
Mas se eu sentir que um bicho me mordeu
Sou mais ardida que pimenta!
No fundo eu sou otimista
Mas eu sempre penso o pior
Me cansa essa vida de artista
Mas cada vez o prazer é maior





O depoimento de Rita Lee sobre Elis Regina



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Outro episódio de Rita na prisão



Em outra ocasião mais recente, em 28 de janeiro de 2012, em Barra dos Coqueiros, região da grande Aracaju, no Festival de Verão de Sergipe, Rita Lee também foi detida após encerrar o seu show, no qual a Policia Militar do estado alegava segundo testemunhas, que fora insultada sem justificativas pela cantora, razões a parte.


Rita Lee foi liberada logo em seguida, e dias depois, Roberto de Carvalho publicou em sua página no Facebook, um texto comparando o episódio atual com o de 1976, em que dizia que "Elis Regina, que teria ajudado Rita a sair da cadeia, assim como a vereadora Heloísa Helena fez em Aracaju, 'Quando entrei na sala do delegado, estavam os policiais com a Rita e dei de cara com a Heloisa Helena. Tive um flash incrível de 1976, quando a Elis foi ao DEIC defender a Rita daquela prisão absurda'.".


E Roberto ainda diz que "(Foi) como se os dois fatos, com mais de 30 anos de distância entre si, estivessem estampados em duas cartas diferentes sobre a mesa, e uma linha mágica e invisível ligasse essas duas mulheres incríveis em um mesmo pensamento, em uma mesma ação, tornando-as irmãs gêmeas em um ato de desprendimento, coragem, e acima de tudo, fraternidade. Foi muito emocionante, altamente impactante".


Heloísa Helena usou seu perfil no Twitter no domingo, 29 de janeiro de 2012, para reafirmar seu apoio a cantora Rita Lee, "Chegando de Aracaju após lamentável e triste acontecimento na tentativa de Rita Lee em promover uma linda despedida de palco. Aceito democraticamente ferozes críticas recebidas, mas entre a ‘contabilidade de seguidores’ e minha Consciência em relatar o que vi", escreveu Heloísa Helena, "Ficarei sempre com minha consciência e nunca na comodidade do silêncio! O assunto está na Justiça e por obrigação moral vou testemunhar! O que aconteceu? Eu estava bem pertinho e vivenciei... Vi e ponto!!!"


A ex-senadora terminou dizendo que "vou testemunhar em defesa da Rita Lee como faria diante de qualquer injustiça a policial, catador de lixo, morador de rua".




Heloisa Helena, em defesa de Rita Lee

     

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ocorrência contra Rita Lee foi registrada como "desacato e apologia ao crime ou ao criminoso (art. 287 do Código Penal)".

No boletim, a cantora disse que "todo o ocorrido se deu como uma reação emocional, provocada pela ação truculenta desnecessária" da Polícia Militar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Fanatismo, música do cearense Fagner, em poema da poetisa portuguesa, Florbela Espanca... belíssima parceria!

Fagner interpretando seu sucesso "Fanatismo", em show ao vivo com Zeca Baleiro, gravado em 2004.


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"Fanatismo", canção de grande sucesso gravada em 1981 pelo cearense Raimundo Fagner, é na verdade uma composição musical deste cantor e compositor brasileiro, sobre um poema de mesmo nome, da poetisa portuguesa Florbela Espanca(1894-1930).




O poema Fanatismo foi publicado em 1923 no livro da poetisa portuguesa, intitulado Livro de Soror Saudade, que esgotou-se rapidamente nas primeiras edições. Já a canção"Fanatismo" com música de Fagner e letra a partir deste poema de Florbela, foi gravada no LP do cantor, Traduzir-se, lançado em 1981, pela gravadora CBS. Traduzir-se foi um disco de muito sucesso para Fagner e marcou sua carreira pois foi a partir deste disco que ele conseguiu realizar o sonho de gravar várias canções em espanhol.






É no disco Traduzir-se que Fagner grava outro grande sucesso seu, "Años", composição do cubano Pablo Milanés, com participação da cantora argentina Mercedes Sosa, e ainda a belíssima canção, "La Saeta", dos espanhois Juan Manuel Serrat e Antonio Machado. A canção que dá nome ao disco, "Traduzir-se" é outra parceria de Fagner, agora com Ferreira Gullar, visto que é composta a partir de um poema do escritor. Participam ainda, deste disco, o próprio Juan Manuel Serrat em "La Saeta", e também, o cantor espanhol Camarón de La Isla, na canção "La Leyenda Del Tiempo". O disco foi todo gravado em Madri, na Espanha.

Na canção "Fanatismo", além do poema de Florbela Espanca, Fagner faz uma citação na última estrofe, de alguns versos da canção "Meu querido, meu velho, meu amigo", sucesso de Erasmo e Roberto Carlos.


A LETRA
“Fanatismo” – (Música de Fagner em poema de Florbela Espanca)
Minh' alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver 
Não és sequer a razão do meu viver
pois que tu és já toda minha vida
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
De uma boca divina, fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim!..

Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco,
diante do que sinto.